quarta-feira, 10 de abril de 2013

Audiodescrição em pauta na mídia cearense (2)

Em outra matéria, o jornal Diário do Nordeste destaca a primeira pesquisa em audiodescrição de obras de artes visuais no Nordeste, resultado da dissertação de mestrado do audiodescritor Juarez Nunes de Oliveira Júnior, que investigou a tradução das imagens das obras do artista cearense Aldemir Martins para pessoas com deficiência visual.


PESQUISA

A arte de usar sentimentos para traduzir imagens em palavras

31.03.2013

Usando a sensibilidade, audiodescritor torna acessível a deficientes visuais a arte do pintor Aldemir Martins
Traduzir as imagens, as cores vibrantes e os traços precisos dos trabalhos do artista visual cearense Aldemir Martins (1922-2006) em palavras a fim de que pessoas portadoras de necessidades especiais visuais possam conhecer, através da descrição e da imaginação, a essência de sua obra, conhecida mundo afora.

Cinco obras do artista visual cearense Aldemir Martins são traduzidas para deficientes visuais

Esse foi o desafio do audiodescritor e atualmente doutorando em Linguística Aplicada, Juarez Nunes de Oliveira Júnior, que usou a sensibilidade para conseguir o feito. A ideia da tradução surgiu a partir de pesquisa no Laboratório de Tradução Audiovisual (Latav) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), contando com orientação da professora Vera Lúcia Santiago. O resultado do trabalho está materializado n a dissertação: "Ouvindo imagens: a audiodescrição de obras de Aldemir Martins".

A pesquisa constitui a primeira dissertação de mestrado sobre o tema no Nordeste, que consiste no estudo e tradução de obras de arte para deficientes visuais. O estudante trabalhou com cinco obras de Aldemir Martins, que integram o acervo do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc/UFC), escolhidas entre temas mais recorrentes na sua trajetória: cangaceiros, rendeiras, além do beato, retratando a religiosidade do povo cearense e nordestino. O gosto pela arte o jovem já cultivava. Agora, o interesse pela audiodescrição começou com a sua participação em uma oficina no Latav, sendo convidado para trabalhar com a professora. Sempre demonstrando interesse pela arte, daí o trabalho enfocar algumas obras de Aldemir Martins. "São cinco trabalhos relevantes e considero importante que o público deficiente visual possa também compartilhar".

Juarez Nunes Júnior critica o pouco incentivo, além da falta de divulgação e de acesso das pessoas portadoras de necessidades especiais visuais aos espaços culturais da Cidade. Explica que na Europa e nos Estados Unidos há uma melhor compreensão dessa realidade, no sentido de maior inclusão das pessoas nesses espaços.

Arte para todos

"A audiodescrição veio para tornar acessíveis os bens culturais e incluir os deficientes visuais nos equipamentos de arte", afirma. O recurso contempla não apenas pessoas com limitações visuais, mais também aquelas portadoras de necessidades cognitivas, a exemplo da síndrome de Down e de autismo.

O estudante conta que, na dissertação, descreve cinco obras de Aldemir Martins, citando uma delas, "Beato", de 1978, um desenho. Ele retrata com riqueza de detalhes a obra, desde a técnica utilizada, passando pelo aspecto expressivo. O objetivo é oferecer o maior número de informações possíveis, para que o deficiente visual construa a sua imagem visual.

A descrição inclui dimensão do quadro, qual a técnica utilizada, além de descrever a imagem propriamente. No caso das obras coloridas, como o "Cangaceiro", o audiodescritor faz alusão ao colorido da imagem. Assim como a "Rendeira". O estudante esclarece que a audiodescrição funciona como tradução simultânea, fazendo com que as pessoas portadoras de deficiência visual consigam desenhar a imagem mentalmente.

"Ele vai criando essa imagem visual", completa, considerando a audiodescrição como algo ainda novo no Brasil. No Ceará, ressalta o trabalho que o Latav realiza, na divulgação e no estudo sobre o assunto, falando das oficinas que oferece, mas lamenta a falta de divulgação. O seu uso possibilita a inclusão dessa pessoas no campo da produção artístico-cultural, citando a programação de TV, leitura de obras de arte, teatro e dança.

"Aos poucos está sendo divulgado e o público sendo formado", diz, ao se referir ao trabalho do audiodescritor, profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No momento, realiza pesquisa tendo como objeto de estudo seis roteiros de curtas metragens. "No mestrado, estudei a imagem estática, agora, em movimento". (IS)

Dissertação de mestrado do audiodescritor Juarez Nunes Júnior tem como objeto de estudo cinco obras do pintor cearense Aldemir Martins 

Audiodescrição em pauta na mídia cearense (1)

No mês de março, o jornal Diário do Nordeste fez uma série de matérias sobre a audiodescrição como recurso de inclusão das pessoas com deficiência visual no Ceará, a partir das pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Tradução Audiovisual (LATAV) do Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará, coordenado pela Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia Santiago.


UNIVERSO CULTURAL

Audiodescrição inclui portadores de necessidades especiais

31.03.2013

Recurso que atualmente é desenvolvido por pesquisadores da Uece pode transformar a vida de muita gente
A audiodescrição pode ajudar não apenas na tradução de imagens mediante o uso das palavras, mas também ampliar o universo cultural, além de promover a inclusão dos portadores de necessidades especiais visuais na sociedade em geral. Para que isso se torne realidade, é preciso que haja maior compreensão dos produtores culturais locais em tornar as manifestações artístico-culturais acessíveis a esse grupo de pessoas, usando, além do recurso da audiodescrição, legendagem e interpretação em Dicionário da Língua de Sinais (Libras). Um dos pioneiros em trazer o assunto para a ordem do dia na Capital, foi o Laboratório de Tradução Audiovisual (Latav), ligado ao Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará (Uece), atuando de forma mais direta no curso de Letras e no Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada.

O laboratório de audiodescrição da Uece tem contribuído para a ampliação dos direitos do cidadão

A professora adjunta da Uece e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Vera Lúcia Santiago Araújo, que tem experiência na área de Linguística Aplicada, com ênfase em tradução, principalmente audiovisual, legendagem, audiodescrição e tradução audiovisual e ensino faz do tema a sua bandeira de luta.

À frente do Latav, coordenando pesquisas e orientando alunos de mestrado e doutorado que pesquisam sobre o assunto, ela conta que a ideia surgiu depois do seu doutoramento, em 2000. "Trabalhei com filmes dublados e legendados", diz, completando que ao retornar ao trabalho, resolve pesquisar no Instituto Cearense de Educação dos Surdos (Ices) para avaliar a recepção de surdos às legendas oferecidas pelos canais de TV brasileiros a partir de 1997. "Daí para começar a trabalhar com audiodescrição foi um pulo", lembra, afirmando que sempre estão realizando projetos de pesquisa e extensão, e executando várias ações para que o público alvo conheça as técnicas da audiodescrição e os produtores culturais entendam que é possível promover a acessibilidade aos meios audiovisuais por um baixo custo.

Pioneirismo
Uma das pioneiras a se debruçar sobre o tema e tornar objeto de estudo de suas pesquisas, Vera Lúcia Santiago, explica que a audiodescrição é uma modalidade de tradução audiovisual que consiste em descrever por meio de palavras os elementos visuais de uma produção audiovisual, de uma obra de arte e de eventos esportivos. Assim, eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas podem ser assistidos por pessoas com deficiência auditiva por meio da audiodescrição que, no Brasil, já pode ser acessada na TV, cujas emissoras devem oferecer pelo menos duas horas semanais.

Também em alguns filmes em DVD que trazem tradução de audiodescrição, óperas, espetáculos de dança também estão sendo audiodescritos. "A maioria das ações, até agora, estão sendo de voluntários", revela, embora reconheça a existência de "vários profissionais que precisam sobreviver e estão fazendo outros trabalhos, porque os produtores culturais não querem pagar pelos seus serviços".

No Ceará, como no resto do País, as ações ainda são isoladas, acrescentando que a Uece formou vários audiodescritores com formação superior, a maioria com mestrado. "Agora, falta o mercado cearense se abrir para nós e para o nosso público especial".

A professora Vera Lúcia Santiago revela que a maioria das ações colocadas em prática hoje na área são fruto de trabalhos voluntários: "produtores culturais não querem pagar"
Acesso

Para a pesquisadora, a audiodescrição pode ser fundamental na inclusão dessas pessoas. "Elas são excluídas, porque as pessoas acham que um cego nunca vai poder ir a um cinema, a um teatro, a uma exposição a um jogo de futebol, a uma competição de natação". Entretanto, ressalta que todas as ações e as pesquisas realizadas pela Uece, através do Latav, demonstram que é possível dar a acesso a esse público por meio da audiodescrição.

A professora fala com entusiasmo sobre o trabalho: "Então, todos vão poder experimentar a nossa emoção ao ver 60 crianças batendo palmas e se emocionando com a peça ´A vaca Lelé´ e depois querendo tocar e pegar nos bichinhos, os quais eles já sabiam a descrição, porque tinham ouvido a audiodescrição".

Com relação à preocupação do governo com a questão, a pesquisadora confirma que existe, mas ressalva que se limita apenas à TV. Na sua opinião, as ações do governo poderiam se estender para outros campos das artes. "O governo é o maior financiador do cinema e do teatro nacionais", diz, questionando que poderia atrelar o financiamento à condição de que os produtos fossem acessíveis a pessoas com deficiências visuais e auditivas. Recebe com satisfação iniciativas que, aos poucos, estão sendo realizadas em Fortaleza, contemplando as pessoas portadoras de necessidades especiais visuais e auditivas, atribuindo "com certeza, ao trabalho da Uece", completando que isto quer dizer que já estamos colhendo frutos, esperando que daqui por diante elas sejam muitas.

Quanto aos custos para que os equipamentos culturais da Cidade ofereçam opções aos portadores de necessidades especiais, a pesquisadora diz que não sai caro.

Conforme a professora, os cinemas e teatros podem dispor de audiodescrição ao vivo ou gravada com a mesma aparelhagem usada na interpretação simultânea. Nas bibliotecas, o uso de computadores com programas como DOS-VOX e Jaws, além da audiodescrição de gravuras e fotografias.

"Até um arquivo no formato MP3 pode dar acesso a toda uma exposição com audiodescrição e, claro, piso tátil para o cego poder ir sozinho a uma exposição", diz referindo-se aos museus. Para a sala de aula, diz que a audiodescrição pode ser um importante recurso pedagógico para a educação de pessoas com deficiência visual.

A professora fala da importância das parecerias para a realização de projetos, citando o CNPq, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Banco do Nordeste (BNB), Serviço Social do Comércio (Sesc) Fundação Cearense de Apoio à Pesquisa (Funcap) Teatro José de Alencar, Centro Urbano de Cultura, Artes, Ciência e Esporte (Cuca) e instituições que atendem a deficientes visuais e auditivos.

Como resultado de todas essas parcerias, existe produção de DVDs acessíveis, várias mostras de cinema, como no Cine Ceará 2009, várias peças de teatro, espetáculos de dança e exposições de arte. (IS)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Profissão de audiodescritor será incluída na Classificação Brasileira de Ocupações

Foi realizada na última quarta-feira, 30 de janeiro, em São Paulo, a reunião entre os técnicos do Ministério do Trabalho e os representantes dos audiodescritores com o objetivo de finalizarem o estudo de escopo para a inclusão da profissão do audiodescritor junto à Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

O encontro contou com a presença dos audiodescritores Lívia Motta, Rodrigo Campos, Lara Pozzobon e Maurício Santana. O resultado do trabalho, bem como, o anúncio do código específico da profissão, serão divulgados pela equipe da CBO ainda este mês de fevereiro.

Fonte: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2013/02/profissao-audiodescritor-classificacao-brasileira-ocupacoes.html 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Programação oficial do 2º Encontro Nacional de Audiodescrição


O 2º ENCONTRO NACIONAL DE AUDIODESCRIÇÃO, uma realização da Universidade Federal de Juiz de Fora em parceria com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, órgão vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, objetiva:
  • Discutir, analisar e encaminhar questões referentes à implementação da audiodescrição nos mais diversos segmentos;
  • Oferecer subsídios para elaboração de políticas públicas;
  • Encaminhar propostas relativas à formação de audiodescritores e regulamentação da profissão;
  • Oferecer oportunidades de prática aos participantes por meio de oficinas;
  • Compartilhar pesquisas e estudos acadêmicos em desenvolvimento no Brasil;
  • Oportunizar trocas de experiências e saberes entre profissionais da área.
Data: 13, 14 e 15 de dezembro de 2012

Local: Universidade Federal de Juiz de Fora - MG

Público alvo:
Audiodescritores, estudantes e profissionais de Comunicação, Rádio e Televisão, Cinema, Letras, produtores culturais, representantes dos ministérios e das secretarias estaduais e municipais de Cultura, Educação, Turismo e outras relacionadas; produtores e realizadores cinematográficos e teatrais; exibidores cinematográficos (privados e públicos); distribuidores; serviços educativos de museus; proprietários e gestores de teatros e de espaços culturais (públicos e privados); pessoas com deficiência; organizações não governamentais que atuam em defesa das pessoas com deficiência; jornalistas e veículos de comunicação (TV, rádio, jornal, revista, meio digital); instituições de apoio às pessoas com deficiência; professores das redes de ensino municipal, estadual e universitário (público e privado).

COORDENAÇÃO
  • Prof. Dra. Eliana Lúcia Ferreira;
  • Prof. Dra. Lívia Maria Villela de Mello Motta;
  • Paulo Romeu Filho.
PROGRAMAÇÃO:
  • QUINTA FEIRA
17:30 horas - Inscrições e entrega de material

18:30 horas - CERIMÔNIA DE ABERTURA
  • Palavra do Reitor Prof. Dr. Henrique Duque - boas vindas e introdução ao tema do encontro;
  • Palavra da coordenadora do evento: Prof. Dra. Eliana Lúcia Ferreira.
Das 19:00 horas às 20:30 horas - MESA DE ABERTURA: AUDIODESCRIÇÃO E O ACESSO À CULTURA E À INFORMAÇÃO
  • Reitor da UFJF: Prof. Dr. Henrique Duque;
  • Representante da Secretaria dos Direitos Humanos: Sr. Antonio José Ferreira (Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência);
  • Representante da Organização Nacional de Cegos do Brasil: Clóvis Alberto Pereira;
  • Representante dos audiodescritores: Prof. Dra. Lívia Maria Villela de Mello Motta;
  • Representante do público consumidor: Paulo Romeu Filho.
20:30 horas - EVENTO CULTURAL (apresentação de longa-metragem com audiodescrição)
  • SEXTA FEIRA
Das 9h00 às 10h30 horas - MESA REDONDA: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AMPLIAÇÃO DO USO DA AUDIODESCRIÇÃO NOS DIVERSOS SEGMENTOS
  • Secretaria de Direitos Humanos: Sérgio Paulo da Silveira Nascimento;
  • Ministério das Comunicações: Elza Maria Del Negro B. Fernandes;
  • Ministério do Trabalho: Cláudia Maria Virgílio de Carvalho Paiva;
  • MEDIADOR: Paulo Romeu Filho.
10:30 horas - CAFÉ

Das 11:00 às 12:30 horas - MESA REDONDA: IMPLEMENTAÇÃO DA AUDIODESCRIÇÃO NOS DIVERSOS SEGMENTOS (FOCO NO PRODUTOR DE AUDIOVISUAIS)
  • MÍDIAS: Alessandra Savino;
  • TEATRO: Lara Valentina Pozzobon da Costa;
  • CINEMA: Marçal de Souza;
  • MEDIADORA: Marta Almeida Gil.
das 14:00 às 17:00 horas - OFICINAS

1. AUDIODESCRIÇÃO NO CINEMA
PROFESSORES: Bell Machado e Letícia Schwartz

2. AUDIODESCRIÇÃO NO TEATRO
PROFESSORES: Mimi Aragón e Nara Monteiro

3. AUDIODESCRIÇÃO NA TV
PROFESSORES: Leonardo Rossi Lazari e Klístenes Bastos Braga

Das 14:00 às 17:00 horas - REUNIÕES TEMÁTICAS:
Em paralelo às oficinas acontecerão reuniões temáticas para discussão de assuntos relevantes ligados à formação e profissionalização do audiodescritor.

Das 14:00 às 15:30 horas - PROFISSIONALIZAÇÃO DO AUDIODESCRITOR E MERCADO DE TRABALHO
  • COORDENADOR: Rodrigo Campos Alves
Das 15:30 às 17:00 horas - COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DO AUDIODESCRITOR
  • COORDENADOR: Maurício Santana
17:00 às 17:30 horas - CAFÉ

Das 17:30 às 19:00 horas - MESA REDONDA - IMPLEMENTAÇÃO DA AUDIODESCRIÇÃO NOS DIVERSOS SEGMENTOS (FOCO NAS PESQUISAS ACADÊMICAS).
  • Eliana Paes Cardoso Franco - Universidade Federal da Bahia (UFBA);
  • Soraya Ferreira Alves - Universidade de Brasília (UNB);
  • Vera Santiago Araújo - Universidade Estadual do Ceará (UECE);
  • MEDIADORA: Elizabet Dias de Sá.
  • SÁBADO
08h30 - 10h00 horas - MESA REDONDA: IMPLEMENTAÇÃO DA AUDIODESCRIÇÃO NOS DIVERSOS SEGMENTOS (FOCO NO PRODUTOR DE AUDIODESCRIÇÃO)
  • Graciela Pozzobon da Costa;
  • Maurício Santana;
  • Lívia Maria Villela de Mello Motta;
  • MEDIADOR: Laércio Santana.
Das 10h30 às 12h00 horas - MESA REDONDA: IMPLEMENTAÇÃO DA AUDIODESCRIÇÃO NOS DIVERSOS SEGMENTOS – FOCO NO PÚBLICO ALVO
  • Elizabet Dias de Sá;
  • Felipe Mianes;
  • Iracema Vilaronga;
  • José Vicente de Paula;
  • Gilson Mauro;
  • MEDIADOR: Marco Antonio de Queiróz;
Das 12:00 às 12:30 horas - CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO COM LEITURA DO DOCUMENTO PRODUZIDO DURANTE O EVENTO.
Apresentação do documento que visa sugerir ações que promovam a acessibilidade comunicacional das pessoas com deficiência visual por meio da audiodescrição aos mais diversos meios culturais e educacionais a curto, médio e longo prazo, nas esferas pública e privada; e os pré-requisitos para a profissionalização do audiodescritor.

Audiodescrição do evento:
Todas as atividades do Encontro serão audiodescritas por:
  • Jumara Bienias;
  • Luciamaria;
  • Márcia Caspary;
  • Maria de Fátima Angelo.
Mestre de cerimônias:
  • Rodrigo Almeida Simões da Silva



    Descrição da logomarca: a logomarca do evento é composta, na parte superior, pelo desenho estilizado de um microfone deitado, com o cabo nas cores verde e amarelo e o bocal redondo na cor azul. No lado direito do microfone, o local de realização do evento: CAEFI (Coordenação de Acessibilidade Educacional, Física e Informacional) da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) – 2012. Na parte de baixo da logomarca, o título do evento: 2º ENCONTRO NACIONAL DE AUDIODESCRIÇÃO, escrito com letras pretas.

    Fonte: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2012/11/programacao-oficial-do-2-encontro-nacional-de-audiodescricao.html

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Histórias de Encantamento para Alunos Surdos no CUCA


Por assessoria de imprensa

Muita alegria e emoção marcaram a atividade do Projeto Multiacesso realizada esta manhã na biblioteca do CUCA da Barra do Ceará. O projeto recebeu alunos e professores do Instituto Filippo Smaldone, que desfrutaram das várias Histórias de Encantamento com Júlia Barros.

Descrição da imagem: Foto de Júlia entre a intérprete Lana e o instrumentista Samuel. Júlia é jovem, tem cabelos lisos, longos e castanhos, pele branca e sorriso largo e radiante. Está usando camiseta amarela com desenhos de pássaros e calça jeans. Lana, à direita, também é jovem, tem pele branca, cabelos lisos, longos e pretos. Está sinalizando com as mãos postas na frente do peito e está usando camisa polo azul e calça preta. Samuel, à esquerda, é um jovem senhor sorridente. Ele está sentado com um violão preto no colo e usando camisa com litras brancas e pretas. Tem pele morena e cabelos curtos e pretos. Vê-se ainda as costas das crianças sentadas na plateia.

Júlia, que é idealizadora do Projeto Lamparina de Histórias, contou e encantou com histórias do imaginário popular, dentre elas a de um famoso personagem do folclore cearense, o bode Ioiô. Ao som do violão do instrumentista Samuel Sam e com a tradução simultânea em LIBRAS de Rafael e Lana, ambos intérpretes da Central Municipal de Instrutores e Intérpretes de LIBRAS, todos se divertiram a valer, acompanhando atentos as histórias e dançando juntos com Júlia.

Descrição da imagem: foto dos alunos e das alunas em pé dançando aos pares, acompanhando Júlia e Lana. As crianças usam o uniforme do Instituto: camiseta branca com gola em “V” e punhos das mangas na cor azul e calção azul. Algumas usam calça azul ao invés de calção. Ao fundo, vê-se as estantes da biblioteca repletas de livros.

O Instituto Filippo Smaldone é uma entidade filantrópica especializada no atendimento à crianças com surdez severa e profunda, fundada e mantida pela congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, que por sua vez foi fundada pelo sacerdote Filippo Smaldone, em 1885, na Itália. Além da Itália e do Brasil, o Instituto está presente na África e no Paraguai, promovendo o pleno desenvolvimento de centenas de crianças surdas.

A atividade de hoje encerra a programação do projeto no ano de 2012, comemorando com os participantes a passagem do dia 03 de dezembro – dia internacional da pessoa com deficiência, e deverá retornar em janeiro de 2013 com novas atividades inclusivas, voltadas para a acessibilidade cultural de crianças, jovens e adultos com deficiência. Segundo o produtor cultural Klístenes Braga, responsável pelo Projeto Multiacesso, o CUCA é o primeiro equipamento cultural de Fortaleza a realizar atividades mensais com foco na interação e socialização da pessoa com deficiência nas áreas de de artes cênicas, de audiovisual, de literatura e de esportes.


::Sobre Júlia Barros

Júlia Barros é Especialista em Metodologia do Ensino das Artes pela Universidade Estadual do Ceará, idealizadora do Projeto Lamparina de Histórias, diretora de eventos da Editora Casa da Prosa, contadora do Projeto Casa do Conto, atuando na formação de contadores de histórias e mediadores de leitura e contadora de histórias do Projeto Baú de Leitura, da Coelce, dentre outros. Contatos pelo telefone (85) 3252.3343 ou pelo e-mail historiasdajulia@hotmail.com.


::Sobre o Instituto Filippo Smaldone

O Instituto Filippo Smaldone está situado na rua Adolfo Siqueria, nº 273, no bairro Joaquim Távora. Contatos pelo telefone (85) 3221.3993 ou pelo e-mail f.smaldone@gmail.com.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Exposição com Audiodescrição no Centro Cultural Banco do Nordeste


Por assessoria de imprensa

O projeto “O Legado da Coruja” é de autoria do cineasta francês Chris Marker, cuja trajetória de trabalho já soma mais de 60 anos. Embora seja um dos seus projetos menos conhecidos, é uma dos mais instigantes, pois tem como foco conceitos ou questões surgidos na Grécia Antiga que persistem importando como elementos organizadores do pensamento corrente no mundo ocidental. A coruja, animal que simboliza a busca por conhecimento, aparece como guia nessa jornada.

Hoje (29), alunos, professores e associados da Associação dos Cegos do Estado do Ceará (ACEC), entidade coordenada pela Prof.ª Elinalva Alves, visitarão a exposição com o apoio da audiodescrição, mais uma atividade realizada pelo Projeto SuperAção do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB), produzido pelos audiodescritores Bruna Leão e Klístenes Braga.

Além do filme “O Legado da Coruja”, que aborda os temas Simpósio, Olimpíadas, Democracia, Nostalgia, História, Matemática, Logomarca, Música, Cosmogonia, Mitologia, Misoginia, Tragédia e Filosofia em seus 13 episódios, os visitantes poderão desfrutar ainda de jornais, revistas, livros, mapas e outros vídeos, que servirão de suporte para um debate sobre o artista e a crise atual na Europa, buscando refletir e discutir sobre fraturas do mundo atual a partir dessa singular produção do artista feita há mais de duas décadas.

::SOBRE A EXPOSIÇÃO, por Moacir dos Anjos, Curador

Apontada pelo Banco Central Europeu e pela União Europeia como uma das maiores responsáveis pela progressiva fragilização do padrão monetário europeu, a Grécia tem sido constantemente ameaçada de ser excluída da Zona do Euro e, por vezes, também da Comunidade Europeia. Para evitar esse desfecho traumático para todos, tem sido obrigada a penalizar gravemente a sua população mais desprotegida, garantindo assim os ganhos dos bancos que financiaram o endividamento do país e que muito lucraram com isso.

É irônico, senão paradoxal, que justamente o país cuja cultura mais contribuiu para a ideia de um mundo que se quer proteger do colapso esteja sendo culpabilizado pela crise que se abate sobre ele hoje. E que seja por meio da adoção de políticas que levam à redução do crescimento, ao desemprego e ao desmonte de políticas de amparo social que se busque preservar uma ideia de coesão econômica, social e política na Europa inteira.

A exposição O LEGADO DA CORUJA dá seguimento ao projeto Política da Arte, desenvolvido pela Coordenação de Artes Visuais da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (MECA) da Fundação Joaquim Nabuco e a parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste.

::SERVIÇO

O Legado da Coruja, Chris Marker
Visitação com audiodescrição: 29/11/12, às 16 horas
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste - Fortaleza
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 941, Centro, Fortaleza, Ceará
Produção SuperAção: Klístenes Bastos Braga – Audiodescrição e Produção Cultural Acessível
Audiodescritores: Bruna Leão e Klístenes Braga
Contatos: (85) 8636.7200 / 8657.9021 / kbbraga@hotmail.com

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cinema com Audiodescrição na Vila das Artes


Por assessoria de imprensa

Hoje (27) é dia de cinema com acessibilidade na Vila das Artes, equipamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza, vinculado à Secretaria de Cultura, voltado para a formação em artes, incentivo a pesquisa, apoio a produção e difusão cultural. A iniciativa é do Projeto SuperAção do Centro Cultural Banco do Nordeste, em parceria com a Vila das Artes.

O Projeto SuperAção vem realizando este ano em Fortaleza, ações periódicas voltadas para a acessibilidade cultural das pessoas com deficiência visual aos programas oferecidos pelo Centro Cultural Banco do Nordeste por meio da audiodescrição, e desta vez a linguagem artística contemplada é a do audiovisual.

O filme que será exibido com Audiodescrição é “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”, de Tim Burton. O filme conta a história de Edward Bloom, um grande contador de histórias, que ainda jovem sai de sua pequena cidade-natal, no Alabama, para realizar uma volta ao mundo. A diversão predileta de Ed, já velho, é contar sobre as aventuras que viveu neste período, mesclando realidade com fantasia. As histórias fascinam todos que as ouvem, com exceção de Will, filho de Ed. Até que Sandra, mãe de Will, tenta aproximar pai e filho, o que faz com que Ed enfim tenha que separar a ficção da realidade de suas histórias.

Os alunos da E.E.F. Instituto dos Cegos assistirão a sessão de cinema com audiodescrição, realizada por Bruna Leão e Klístenes Braga, produtores e audiodescritores cearenses.

Esta será a terceira atividade realizada pelo projeto. Bruna e Klístenes audiodescreveram os espetáculos “A Estrela Cadente”, do Coletivo de Teatro Manga Rosa (CE), em junho, e “Pequenas Partes de um Instante”, da Domínio Cia. de Dança (Natal-RN), dentro da programação da I Mostra BNB da Dança, em outubro.


::SERVIÇO

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
Direção: Tim Burton
País: EUA
Ano: 2004
Gênero: Fantasia
Duração: 125 minutos
Classificação: 12 anos
Sessão com audiodescrição: 27/11/12, às 14 horas
Local: Vila das Artes
Endereço: Rua 24 de Maio, 1221, Centro, Fortaleza, Ceará
Produção SuperAção: Klístenes Bastos Braga – Audiodescrição e Produção Cultural Acessível
Audiodescritores: Bruna Leão e Klístenes Braga
Contatos: (85) 8636.7200 / 8657.9021 / kbbraga@hotmail.com